Criolipólise

A criolipólise é uma técnica caracterizada pelo “resfriamento” localizado do tecido adiposo subcutâneo de forma não invasiva, com temperaturas em torno de -5º a -8ºC causando uma paniculite fria localizada, provocando morte das células do tecido gorduroso e redução da gordura localizada. Este recurso terapêutico obteve autorização do FDA (Food and Drug Administration) em 2010 para ser utilizado em flancos. A partir daí, surgiram protocolos com configuração de múltiplas aplicações em regiões variadas; em 2012 o FDA liberou para uso no abdomem e, em 2014, para o tratamento de gordura subcutânea nas coxas. As áreas mais comumente tratadas com a técnica da criolipólise são abdômen e flancos. As áreas, quando selecionadas, antes da colocação do aplicador, são protegidas por uma toalha embebida em gel a fim de assegurar um acoplamento térmico consistente entre a pele e o aplicador. Quando o dispositivo é acionado, há uma sucção do tecido a ser tratado sob uma pressão de vácuo moderado para o interior do aplicador onde o mesmo é exposto a duas placas opostas de refrigeração. Esse mesmo aplicador é ligado a uma unidade de controle, a qual monitora a taxa de extração de calor do tecido que deve ser em torno de -5° a -8°C para um tempo de exposição mínimo de 30 minutos e o máximo de 60 minutos de procedimento. Ainda sob a ótica da associação de técnicas, a massoterapia pós-criolipólise é necessária, pois é capaz de potencializar os efeitos em 44%. Os resultados da criolipólise podem ser observados após dois meses de tratamento e podem continuar evoluindo até seis meses após o tratamento (verificaram redução de 25,5% neste período).

Indicações: gordura localizada no abdômen, flancos, coxas e braços.

Cuidados Após o Tratamento

O procedimento deve ser associado a cuidados com alimentação e exercícios, pois as células de gordura uma vez destruídas serão eliminadas, porém, se o paciente engordar, ocorrerá o desenvolvimento de novas células.